Dizer “não” para o outro é dizer “sim” para você

Por Lorena Gontijo

A palavra “não” é curta, mas para muitas pessoas, ela costuma ficar presa na garganta. E quando finalmente é dita, quase sempre vem acompanhada de uma culpa desproporcional.

Alimentamos a falsa crença de que agradar o tempo todo e estar sempre disponível é o que sustenta o amor e o respeito nas nossas relações. Temos um medo latente de que, ao impor um limite, seremos rejeitados ou vistos como difíceis. No entanto, relações verdadeiramente saudáveis suportam frustrações. O afeto que se desfaz diante do seu primeiro “não” raramente era um afeto seguro.

Toda vez que você diz um “sim” contra a sua vontade — seja assumindo uma tarefa que não é sua responsabilidade, comparecendo a um evento quando seu corpo pedia descanso, ou tolerando um comportamento que fere seus valores —, você está, silenciosamente, dizendo um “não” para si mesmo. Você se abandona para caber na expectativa do outro, gerando um acúmulo de frustração e ressentimento que, com o tempo, afeta a sua própria saúde mental.

Aprender a estabelecer limites é um dos maiores atos de amor-próprio que você pode colocar em prática. No começo, o movimento é naturalmente desconfortável e gera ansiedade. Romper padrões de comportamento exige esforço e causa estranhamento em quem estava acostumado com a sua submissão.

É exatamente para atravessar esse desconforto que a terapia se faz presente. No ambiente acolhedor e sigiloso do consultório, fortalecemos o seu emocional para que você consiga sustentar as suas escolhas. Ao compreender os seus limites e necessidades, você constrói uma vida mais autêntica e relações baseadas no respeito mútuo, onde o seu “sim” é genuíno e o seu “não” é pacífico.